Instalar o implante é uma etapa. Mantê-lo saudável é um compromisso contínuo. Implantes não têm cárie, mas a gengiva e o osso ao redor deles podem adoecer, muitas vezes sem dor no começo.

As doenças ao redor dos implantes são chamadas de doenças peri-implantares. Elas são causadas principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana e foram classificadas em consenso internacional do qual participou a European Federation of Periodontology (EFP).
A mucosite peri-implantar é a inflamação apenas da gengiva ao redor do implante, sem perda de osso. Os sinais típicos são sangramento ao escovar ou ao toque, vermelhidão e inchaço. Ela pode ser revertida com higiene adequada e limpeza profissional.
A peri-implantite é a inflamação que avança e causa perda progressiva do osso que sustenta o implante. O tratamento é mais complexo, pode incluir cirurgia e nem sempre recupera o osso perdido. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são o foco. O tipo de prótese influencia a facilidade de limpeza, como explicado em próteses sobre implante, e pessoas com histórico de doença na gengiva precisam de atenção redobrada.
Sangramento não é normal, mesmo sem dor. Uma revisão permite identificar a inflamação no início, quando costuma ser mais simples de controlar.
Agendar avaliaçãoAlguns sinais aparecem cedo, outros só em fases avançadas. Na dúvida, procure avaliação.
Ao escovar, passar fio ou escova interdental. É o sinal mais precoce de inflamação.
A gengiva ao redor do implante fica mais vermelha, brilhante ou volumosa.
Saída de secreção ou gosto ruim persistente na região indicam infecção.
A gengiva recua e deixa aparecer partes metálicas do implante ou do componente.
Pode ser só um parafuso solto, mas também perda de osso. Precisa de avaliação logo.
A peri-implantite nem sempre dói. Quando há dor, a avaliação não deve ser adiada.
A rotina combina cuidados em casa e acompanhamento profissional. O intervalo entre consultas é definido conforme o risco de cada paciente.
Escova macia, escova interdental ou fio específico e, quando indicado, irrigador oral, com atenção à junção da prótese com a gengiva.
Avaliação da gengiva, sondagem cuidadosa, limpeza com instrumentos adequados para implantes e checagem da prótese.
Comparadas com as anteriores, mostram se o nível do osso ao redor do implante está estável.
Parar de fumar e manter o diabetes controlado reduzem o risco de doenças peri-implantares.
Indicada para quem range ou aperta os dentes, para reduzir a sobrecarga sobre implantes e próteses.
Repouso relativo, compressas frias, dieta macia e medicações conforme orientado.
Higiene delicada da área, sem pressão de próteses removíveis sem liberação profissional.
Treino de higiene específico para o tipo de prótese recebida.
Consultas de manutenção com intervalo ajustado ao risco: histórico de periodontite, fumo, diabetes e qualidade da higiene.
Ao surgir inflamação, o tratamento começa logo para evitar perda de osso.
As diretrizes da EFP e o consenso do ITI apontam como principais fatores de risco para peri-implantite: histórico de periodontite, higiene deficiente e falta de manutenção regular. Pessoas com histórico de doença gengival devem ter esse cuidado redobrado.
O tabagismo prejudica a cicatrização e está associado a mais inflamação e perda de osso ao redor dos implantes. Parar de fumar, ou ao menos reduzir, é uma das medidas mais importantes para proteger o tratamento.
Diabetes com controle glicêmico ruim aumenta o risco de infecção e de doenças peri-implantares. Manter o acompanhamento médico em dia faz parte do cuidado com os implantes. Em próteses de arcada completa, a limpeza exige ainda mais atenção, como descreve a página de prótese protocolo.
Restos de cimento sob a gengiva, prótese difícil de limpar e sobrecarga também podem contribuir para problemas. Quem range os dentes pode precisar de proteção noturna; saiba mais em bruxismo do sono e ronco.
É uma inflamação dos tecidos ao redor do implante que causa perda progressiva do osso de suporte. Está associada principalmente ao acúmulo de placa bacteriana e pode levar à perda do implante se não for tratada.
A mucosite afeta só a gengiva ao redor do implante, sem perda óssea, e costuma ser reversível. A peri-implantite já envolve perda de osso e exige tratamento mais complexo.
Com escova macia, escova interdental ou fio próprio para implantes e, quando indicado, irrigador oral. A técnica varia conforme a prótese e deve ser ensinada pelo profissional.
O intervalo é definido individualmente. Pessoas com histórico de periodontite, fumantes, diabéticos ou com dificuldade de higiene costumam precisar de revisões mais frequentes.
Muitas pessoas com diabetes controlado recebem implantes. O controle glicêmico ruim aumenta o risco de infecção e de complicações, por isso o acompanhamento médico faz parte do planejamento.
Sim. Pode incluir limpeza profissional, controle da infecção e, em alguns casos, cirurgia. O resultado depende da fase em que o problema é identificado, e o diagnóstico precoce faz diferença.