Quem usa dentadura há anos conhece o desconforto de uma prótese que se move, machuca ou limita a alimentação. A prótese protocolo é uma alternativa fixa para quem perdeu todos os dentes de uma arcada. Ela não serve para todos, e entender como funciona ajuda na decisão.

A prótese protocolo é uma arcada completa de dentes, fixada sobre alguns implantes, em geral de quatro a seis, conforme o osso e o planejamento. Ela é parafusada aos implantes e só o profissional a remove, nas consultas de manutenção.
Diferente da dentadura convencional, ela não se apoia na gengiva nem cobre o céu da boca na arcada superior. Já a overdenture é removível e se prende aos implantes por encaixes. As três opções têm indicações próprias, e a comparação entre elas está no quadro abaixo. Para outras formas de repor dentes, veja próteses sobre implante.
Em alguns casos, os implantes recebem uma prótese provisória fixa logo após a cirurgia, a chamada carga imediata. Em outros, aguarda-se a cicatrização com uma prótese removível adaptada.
Uma avaliação com tomografia mostra se há osso para os implantes e qual opção faz sentido para você: protocolo, overdenture ou ajuste da prótese atual.
Agendar avaliaçãoA decisão envolve saúde geral, osso disponível, expectativas e capacidade de higiene. Estas são situações comuns na consulta.
É a indicação principal. A arcada pode ser a superior, a inferior ou ambas.
Quando os dentes que sobraram têm mobilidade ou infecção avançada, o planejamento pode incluir extrações e protocolo.
A prótese inferior costuma ter menos estabilidade, porque a língua e a pouca área de apoio a deslocam.
O protocolo superior não cobre o céu da boca, o que pode ajudar quem tem esse incômodo.
Para quem não quer retirar a prótese, desde que haja osso e condições de saúde adequadas.
Comparação geral das três formas de repor uma arcada inteira. Nenhuma é superior em todos os casos.
Parafusada em alguns implantes. Não é removida pelo paciente. Exige higiene diária sob a prótese e mais osso disponível.
Encaixa sobre implantes, com menos movimento que a dentadura. É retirada para limpeza e pode precisar de menos implantes.
Apoiada na gengiva e no osso. Não exige cirurgia, mas tende a ter menos estabilidade, principalmente na arcada inferior.
Quando houve muita perda óssea, o protocolo inclui uma parte rosada que repõe gengiva e suporte do lábio.
Histórico de saúde, exame da boca, fotografias e tomografia da arcada.
Definição da posição dos dentes, do suporte dos lábios e, a partir disso, da posição dos implantes.
Instalação dos implantes e, quando possível, de uma prótese provisória fixa.
Após a cicatrização, provas de mordida, estética e fala até a instalação da prótese final.
Ajustes nas primeiras semanas e revisões periódicas com remoção da prótese para limpeza.
Por baixo do protocolo se acumulam restos de alimento e placa. A limpeza diária com escova, escova interdental, passa-fio ou irrigador oral é parte do tratamento, e a técnica é ensinada após a instalação.
Nas primeiras semanas, é comum estranhar o volume da prótese, morder a bochecha ou notar mudanças na fala, principalmente em alguns sons. Essas sensações costumam diminuir com o uso, e ajustes podem ser feitos.
Nas consultas de manutenção, a prótese pode ser removida para limpeza profissional e para verificar parafusos, desgaste dos dentes e saúde da gengiva ao redor dos implantes. Entenda os sinais de alerta em manutenção e peri-implantite.
Quem perdeu os dentes há muito tempo pode ter pouco osso. Nesses casos, o plano pode incluir enxerto ósseo ou uma distribuição diferente dos implantes. Quem ronca ou range os dentes durante o sono deve comentar na consulta, pois isso também entra no planejamento; veja bruxismo do sono e ronco.
Em geral, de quatro a seis por arcada. O número exato depende da quantidade e da qualidade do osso, da arcada tratada e do planejamento da prótese.
Não. Ela é parafusada aos implantes e só é removida pelo profissional nas consultas de manutenção. Por isso a limpeza em casa é feita com a prótese na boca.
Não. Diferente da dentadura superior, o protocolo se apoia nos implantes e deixa o palato livre, o que pode melhorar o paladar e o conforto.
Varia de pessoa para pessoa. A fala e a mastigação costumam se ajustar ao longo das primeiras semanas, e o profissional pode fazer ajustes nesse período.
Pode ser possível, mas o osso costuma diminuir ao longo dos anos sem dentes. A tomografia mostra se há osso suficiente ou se outras soluções precisam ser consideradas.
O protocolo é fixo e exige mais osso e higiene sob a prótese. A overdenture é removível, mais fácil de limpar e pode precisar de menos implantes. A decisão é feita junto com o paciente, considerando saúde, osso e preferências.