Ortodontia · Uberaba, MG

Problemas de mordida em Uberaba: aberta, cruzada, profunda e mais

Uma mordida que não encaixa bem nem sempre incomoda, mas pode afetar a mastigação, o desgaste dos dentes e a higiene. Cada tipo de alteração tem causas e caminhos de correção diferentes, e o primeiro passo é entender se o problema está nos dentes, nos ossos ou nos dois.

Modelos de estudo das arcadas dentárias mostrando o encaixe da mordida de perfil

Dentário ou esquelético: a pergunta central

Quando o problema é dentário, os ossos dos maxilares têm tamanho e posição adequados, e são os dentes que estão mal posicionados. Nesses casos, a ortodontia costuma conseguir a correção movimentando os dentes, com aparelho fixo ou alinhadores.

Quando o problema é esquelético, há diferença de tamanho ou posição entre maxila e mandíbula. Em crianças em crescimento, é possível tentar orientar esse desenvolvimento, por isso existe a abordagem de mordida cruzada e aberta na infância. No adulto, desproporções importantes podem exigir cirurgia ortognática combinada com ortodontia.

Muitos casos misturam os dois componentes. Fotografias, radiografias e a análise do perfil ajudam a identificar o que predomina.

Sua mordida não encaixa bem?

Identificar o tipo de alteração é o que orienta o tratamento. A avaliação começa por aí.

Agendar avaliação
Sinais e indicações

Os tipos mais comuns de má oclusão

Uma pessoa pode ter mais de uma alteração ao mesmo tempo.

01

Mordida aberta

Os dentes da frente não se tocam quando a boca fecha. Pode estar ligada a hábitos como sucção de dedo, posição da língua ou ao padrão ósseo.

02

Mordida cruzada

Dentes superiores fecham por dentro dos inferiores, na frente ou dos lados. Pode envolver dentes ou a largura da maxila.

03

Mordida profunda

Os dentes superiores cobrem demais os inferiores. Em casos acentuados, os inferiores podem tocar a gengiva do céu da boca.

04

Sobressaliência acentuada

Dentes superiores muito projetados à frente, às vezes associados a mandíbula mais recuada (retrognatismo).

05

Prognatismo

A mandíbula fica à frente da maxila, e os dentes inferiores ultrapassam os superiores.

06

Apinhamento e diastemas

Falta de espaço que encavala os dentes, ou sobra de espaço que deixa espaços entre eles.

Possibilidades

Caminhos possíveis de correção

A escolha depende do tipo de alteração, da idade e do componente dentário ou esquelético.

Crianças

Ortopedia funcional

Aproveita o crescimento para orientar a relação entre maxila e mandíbula, quando indicado.

Dentário

Aparelho fixo ou alinhadores

Movimentam os dentes para alinhar e ajustar o encaixe.

Largura da maxila

Expansão

Em alguns casos de mordida cruzada, aparelhos expansores aumentam a largura do arco superior.

Hábitos e função

Abordagem multiprofissional

Hábitos de sucção, respiração e posição da língua podem pedir avaliação com outros profissionais.

Adulto esquelético

Ortodontia e cirurgia

Desproporções ósseas importantes podem exigir cirurgia ortognática combinada.

Passo a passo

Como a mordida é avaliada

01

Queixa e histórico

O que incomoda, hábitos de infância, respiração, tratamentos anteriores.

02

Exame da oclusão

Como os dentes se encaixam em repouso e em movimento, e como está a articulação.

03

Documentação

Fotografias de rosto e dentes, radiografias e modelos ou escaneamento.

04

Diagnóstico

Definição do tipo de alteração e do componente dentário ou esquelético.

05

Plano de tratamento

Opções, limitações e, se necessário, encaminhamentos.

Causas, consequências e quando procurar

As causas são variadas: herança genética, hábitos prolongados de sucção, respiração predominantemente bucal, perda precoce de dentes de leite e perdas dentárias na vida adulta. Na infância, hábitos como chupeta e dedo merecem atenção sem alarmismo; veja mais em hábitos orais.

Uma mordida desequilibrada pode concentrar força em alguns dentes, favorecer desgaste e fraturas, dificultar a higiene e incomodar na mastigação ou na fala. Nem toda má oclusão causa sintomas, e nem toda precisa de tratamento: isso é discutido caso a caso.

Para crianças, a primeira avaliação por volta dos 7 anos, recomendada pela Associação Americana de Ortodontistas, ajuda a identificar alterações de crescimento. Em adultos, a ortodontia para adultos considera também gengiva, restaurações e perdas dentárias.

Limites importantes

  • Diferenciar alteração dentária de alteração esquelética depende de exame e documentação.
  • No adulto, desproporções ósseas importantes podem não ser corrigidas apenas com aparelho.
  • Se o hábito ou a função que causou o problema continuar, há maior risco de recidiva.
  • Não é possível diagnosticar o tipo de mordida por fotos ou descrição; é preciso examinar.
  • Esta página é informativa e não substitui a avaliação individual.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre problemas de mordida

Mordida cruzada: o que é?

É quando dentes superiores fecham por dentro dos inferiores, em vez de por fora. Pode acontecer nos dentes da frente ou nos laterais, e envolver só dentes ou também a largura da maxila. O tratamento varia conforme a causa e a idade.

Dentes encavalados: o que fazer?

O primeiro passo é uma avaliação para entender o quanto falta de espaço e por quê. Dependendo do caso, o alinhamento pode ser feito com aparelho fixo ou alinhadores, às vezes com expansão, desgastes mínimos entre dentes ou, mais raramente, extrações.

Mordida aberta tem correção?

Muitas vezes, sim, mas o caminho depende da causa. Quando ligada a hábitos ou à posição da língua, controlar esses fatores é parte do tratamento. Quando há componente esquelético importante no adulto, pode ser necessária cirurgia.

Qual a diferença entre sobremordida e mordida profunda?

Sobremordida é o quanto os dentes superiores cobrem os inferiores na vertical, e algum grau é normal. Fala-se em mordida profunda quando essa cobertura é excessiva. A avaliação mede e interpreta isso no contexto da mordida toda.

Diastema sempre precisa de aparelho?

Não. O espaço pode ter causas diferentes, como dentes pequenos, freio labial, hábitos ou perda de dentes. Às vezes a ortodontia é indicada; em outros casos, resinas ou lentes podem ser alternativas, ou uma combinação delas.

Prognatismo se corrige só com aparelho?

Depende da origem e da intensidade. Em crianças, a orientação do crescimento pode ajudar em alguns casos. No adulto, quando a mandíbula está muito à frente por causa do osso, o tratamento costuma combinar ortodontia e cirurgia ortognática.